O CIRCO MONTADO



A sessão de arguição de  Janot, que acontece agora no Senado, mais parece um circo do que uma sabatina sobre o saber e os posicionamentos do Procurador Geral da República. 
A grande preocupação existente de alguns inquisidores é a da troca de acusações e das defesas em cima da existência e antiguidade da corrupção, como se isso liberasse a continuidade de atos de improbidade e a diminuição da culpa.
As empresas e seus “ dinheiros maldito”, que elegeram a todos, é   relembrada como a causa única da corrupção. A  defesa do governo também ocupou a maior parte do tempo de muitos senadores. Alguns também expressam  a preocupação em saber como o Procurador Geral vai atuar em relação ao governo Dilma. mas existem aqueles que estão preparados e cônscios das suas responsabilidade neste referendo.
O mais interessante é que muitos esqueceram da modéstia, virtude que devia ser intrínseca nos representantes da mais alta corte brasileira, e gastam vários preciosos minutos a mais falando dos seus feitos e os de seu partido. 
Enfim a sessão que o povo achava que ia ser do mais alto nível ficou resumida à mediocridade das nossas escolhas, em relação às falas dos representantes que elegemos. Perguntas sem objetividade, arremedos de  aulas, é isso que nos oferecem os senhores senadores neste momento tão importante, o da recondução de Janot à PGR. 
Indicado novamente pela presidenta Dilma, que está se afogando no grande mar de lama da Lava Jato, Janot é uma figura emblemática.
Será capaz de conduzir com independência os processos que chegam  à PGR? Ou ficará atrelado aos sentimentos de “ fidelidade” à sua protetora, e usará os meios necessários para retardar ou abafar a Lava Jato?
Será capaz de pedir 150 anos de prisão para os chefes da corrupção instalada nesta última década, como fez com o presidente da Câmara, antes de ser oficialmente  indicado à recondução do cargo? Ninguém sabe e nem vai saber... Só o tempo vai mostrar o  porquê da indicação de Janot, pela presidenta Dilma para assumir novamente a Procuradoria  Geral da Republica. 
 O mesmo pau que bate em Francisco será que vai bater em Chico? É o que todos pedem...

MCLEÃO
29/08/2015    
16:00